À direita e à deriva

Até há uns dias era Doria, agora já não há Doria, é Huck, depois...

A direita, que representa o mercado, ou como quiser: que é paga pelo mercado, está tendo dias ruins, sem um candidato forte. O que resta a direita é apelar para qualquer um que aparecer. O jogo que o mercado quer é de conhecimento de todos, está em todos os manuais. Exemplo: o presidente FHC investiu na teles brasileiras e logo depois a entregou aos empresários a preço camarada, é isso que o mercado espera dum governo, entende? FHC fizera isso durante seus oito anos de mandato, agradou demais o... mercado. Por isso era recebido como um menino adestrado pelos empresários que compraram o Brasil pagando bem baratinho. Vale, teles, rodovias, bancos, etc., tentou até a Petrobras, mas por causa de muita pressão dos funcionários da estatal ele recuou. À época tentou até mudar o nome da empresa, para PetroBrax, para, assim, agradar aos gringos que teriam uma facilidade na pronúncia. FHC lutou muito para agradar o mercado, estava disposto a vender quase todo o Brasil. Em nome da picaretagem intelectual, de que “privatizar tudo é uma maravilha”, ele, junto com sua equipe, tentou fazer a cabeça de cada brasileiro que este é o caminho. Mas pouco tempo depois o brasileiro percebeu o que isso significou, internet ruim e cara, telefonia ruim e cara, rodovias caras (pedágios), serviço bancário ruim e caro... a privatização foi um fracasso.

Mas a direita não desiste, quer continuar com a entrega do país. Para isso ela busca seu menino de confiança para colocá-lo no poder. Os grandes nomes foram aos poucos se destruindo num mar de corrupção e sujeira, um sem-número de citações nas páginas policiais e foram perdendo espaço e força. Quem não lembra de Aécio Neves, Serra, Meireles, Doria, Alckmin e por aí vai, estes eram os nomes da moral e decência que a direita assoprava diuturnamente para salvar o Brasil. Como o tempo é, muita vez, inimigo dos bandidos, o resultado do tempo foi um dissabor aos renomados candidatos do mercado. Noutras palavras, deu ruim para a direita. Agora a mesma direita anda sem rumo à procura dum nome. Até a semana passada era Doria, mas o prefeito de São Paulo mostrou-se incapacitado de lidar com a própria arrogância e deu um carrinho nele mesmo, levou cartão vermelho e a perda da candidatura para 2018. Ele pode, arrogante como se apresenta, sair candidato, mas não sai pelo PSDB, e por outro partido, penso eu, não ganha nem para síndico de condomínio.

Mas o mercado, como se sabe, tem dinheiro, e é o dono da bola, porém não pensa e faz muita bobagem. A puerilidade da vez é namorar o apresentador Luciano Huck para ir tentar uma candidatura na Presidência da República. Pouparei vocês, com todo respeito, e pulo a análise política da vida de Huck para explicar que essa candidatura dele é uma verdadeira piada, melhor nem aludir nada acerca. O que tiramos disso é que a direita está mesmo à deriva e sem opção. Construíram um Bolsonaro e agora não tem como arrumar ninguém para superar os 10% de incautos que Bolsonaro tomou da própria direita. O mercado deve estar arrependido de ter gastado com uma direita iletrada e sem noção. Vamos ver quanto tempo durará esse salvador da pátria da direita, Huck, e depois vamos esperar o próximo candidato, talvez seja a brilhante Rachel Sheherazade.

Thyago Humberto

Thyago Humberto nasceu em 1984, é formado em jornalismo pela Faculdade Araguaia.

É um defensor das causas sociais. Sua ideologia é ver todos bem, física e mentalmente.

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